De onde e para onde

De fato, tudo que tenho escrito ultimamente, não sei exatamente o porquê, talvez esteja melhor, ou mais aberta, ou mais tranqüila; tem estado de acordo com o que sou, penso ou ajo.
É bom ler isso tudo, é como se estivesse escrevendo para mim mesmo, e ter como resposta novos ângulos, e com outra perspectiva abrir novos caminhos, e quem sabe com essas palavras ter um ensinamento da vida que valha a pena como guia.
Apesar do tom dubitativo escrevo para afirmar que somente com as palavras que vem do seu próprio eu, da sua própria experiência, palavras do âmago, que se consegue trilhar alguma coisa de útil.Os ensinamentos dos outros são bons, as palavras que outros ditam e escrevem são ótimas, mas, sempre existirá um mas, não nos ajudarão, por inteiro.
O processo é mais ou menos o seguinte: Sempre que precisarmos da memória para explicar alguma coisa, ou para rememorar algum ensinamento, estaremos praticando algo que provem do intelecto. Memória é a sua maior manifestação.E o que provem do intelecto serve muito bem para o dia-a-dia, para os negócios, para a vida prática, enfim.
Para a vida interior, para a vida emocional, essa sofisticação não é quase nada, torna-o mais sensível a determinados fatos, a determinados comportamentos, mas não dá, deu ou dará experiência sentimental, que é aquilo que escreveu sobre o primarismo de meu comportamento.
Ligarmos um fato a um ensinamento e tirarmos alguma conclusão é um intelectualismo.
E ele poderá falhar, por problemas de compreensão, de adaptação, não pertencerá jamais a nós mesmos. Estamos montados em cavalos alheios. Obedecem ao nosso comando, mas se o dono assobiar ele nos derrubará para atender àquele que o chama e o ensinou.
O fato de ler, de ouvir e contar tantas histórias, de praticamente me intoxicar de tantas palavras, tem como missão dar a minha alma ao meu interior, tudo que existe disponível, para que ele escolha aquilo que ficará como aprendizado.
A busca dos meus antepassados, é algo que sempre me fascinou e intrigou, saber qual o destino do homem, saber e conseguir identificar o meu semelhante eu consegui.A diversidade de pessoas que coexistem em mim sempre me chamou a atenção. Aquele que escreve agora e que talvez venha em sua memória ao ler, é muito parecido com aquele que esteve em reunião ontem com o pessoal para fazer um negócio, mas apenas é parecido, quase não têm nada em comum, a não ser a aparência.
E isso é decorrente talvez dos diversos povos que formaram o meu caráter, das diversas andanças que tiveram que fazer ao longo do mundo para acabar desaguando em mim.Aonde vou?Aonde vamos?É uma outra pergunta fundamental, cuja resposta , cuja esperança de encontrá-la, está quase no fim.O destino da humanidade parece ser o da ignorância.Procurarei deixar o meu legado, o legado da esperança no conhecimento, da crença no homem, apesar de tudo e de todos. Essa é a minha missão final.E isso é realmente importante.
Melhor dizendo é o que me coube nesse latifúndio todo.
É minha cota de contribuição.O que me incomoda realmente é a impossibilidade quase total de poder ensinar meu filho, tê-lo como companheiro de todas as horas, e essa conseqüência, totalmente imprevista pela razão, é o que me incomoda muito. Ver nos olhos de meu filho, apenas o comportamento de sua mãe, apenas a sua maneira de agir, me entristece muito. Por saber o que ela está passando, o que está sofrendo e o que está intuitivamente ou não legando ao seu menino, o tornará sua continuação. Algo como um filho de mãe solteira. Tenho que confessar ser um estranho próximo ao Erich. Aquilo que foi um estranhamento para mim, a sua chegada assim, de maneira tão brutal quanto imprevista, foi entendido e visto como desamor.E é esse o preço que pago.Isso me angustia.Mesmo que não fosse assim, o meu comportamento com você é exatamente igual ao comportamento que tenho com todos, portanto, por absoluta incapacidade de ser claro, direto, e de demonstrar com sabedoria meus sentimentos sempre me sentirei afastado, excluído.A idéia do sêmen como condutor de meu código de conduta e de seu decodificador.A idéia do sêmen como o verdadeiro legado dos citas, fenícios, árabes, portugueses, visigodos, suevos, francos, suecos, holandeses, alemães, nobres e vassalos, emigrados e bandeirantes, é a prova da minha maior incompetência, a incompetência de comunicar o vasto emaranhado de emoções que ficarão deslizando em minha mente a procura do verdadeiro pescador.
Quem sabe um dia existirá um pescador. Que saberá empunhar a vara, calçar os chinelos, e esperar à margem a sua hora. Que tenha paciência para ver o fluir do tempo ? Para encontrar as respostas daquilo que seu antepassado tanto buscou, confundindo a tudo e a todos como um simples curioso à toa?
Quem sabe…?
May 7th, 2007 at 9:14 pm
Humm. Não gostei muito desse post, não.
Sabe, DNA é uma mercadoria superestimada.
Eu, por exemplo, sempre tive filhos felinos e nunca me decepcionei com nenhum deles, dei a todos eles todo meu amor e a melhor educação que pude, tudo do bom e do melhor e eles sempre corresponderam à altura. E nem são humanos.
DNA é uma mercadoria superestimada. Somos todos criaturas de hábitos, nosso filhos são aqueles que educamos.