Memórias
“Talvez todos os nossos amores sejam apenas sinais e símbolos; palavras soltas rabiscadas nos mourões e calçadas ao longo da árdua estrada que outros palmilharam antes de nós; talvez eu e você sejamos símbolos também, e essa tristeza que às vezes surge entre nós nasça de uma desilusão em nossa busca, com nós dois forcejando para ver através e além do outro, aqui e ali surpreendendo um vislumbre da sombra que sempre desaparece ao dobrar a esquina um ou dois passos adiante de nós.”
Evelyn Waugh, in Memórias de Brideshead, através de M. Alice Azevedo.

May 7th, 2007 at 9:16 pm
Ah, você leu esse livro. Que ótimo. Já temos assunto para um almoço. Talvez você consiga me explicar porque um romance que é evidentemente tão gay e tão reacionário, com aqueles católicos indecisos se saem do armário ou não (e ainda por cima, todos ingleses) faz tanto sucesso.
Eu confesso que achei chatíssimo, mas o meu tipo de inglês é outro, mais Terry Pratchet e Monty Python. A aristocracia inglesa sempre me deu tédio, com exceção das rainhas que mandam cortar cabeças.
May 9th, 2007 at 5:57 pm
É absurdamente incrível como certas passagens parecem transcreverem a nossa vida com tanta proximidade. É ás vezes assustador, ou apenas revela que nossos sentimentos fazem parte da vida cotidiana. Por outro lado nos proporciona uma nova reflexão, redescobrir sentimentos, valores, emoções que nos impulsiona a continuar.