O Navio
“Só deixei no cais a multidão,
a terra dos mortais,
a confusão,
Navego sem farol,
sem agonia…distante;
E vou nesta corrente,
na maré,
no escuro da menor consolação
Acordo a meio do mar que me arrepia,
e foge….
A minha paixão é a loucura.
Ando…
Numa viagem perdida,
o navio anda a deriva,
Sozinho.
Não é grande o mal,
bem pouco dura;
e quando…
Afundar a minha vida,
se calhar sou prometida…do Mundo.”

November 16th, 2007 at 7:32 pm
Oi Djabal:
Que poema lindo e triste.
Abraço.