“Nada morre, tudo se transforma.” Honoré de Balzac

scriptu em Acaso Sinto? by Djabal Wednesday January 31, 2007

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Diante da notícia de uma menina que morreu após vinte e duas horas de espera por atendimento médico, apesar de grávida de nove meses, fiquei a pensar sobre o significado da frase desse grande realista.

Isso foi aqui em nosso Brasil, bem humorado, gentil e altaneiro. Mais especificamente no Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa.

Pois bem, se a frase é verdadeira a menina voltou ao pó: ela e seu filho. Não teve toda a sua vida pela frente; acreditou na solidariedade humana com seu estado interessante. Apostou e perdeu. Talvez todos acreditassem que ela perdesse mesmo. Não seria nada nessa vida. Só restou a outra.

Vi a foto da menina no jornal. Menina. Nada além disso.

Como será que podemos conviver com isso assim, na página de um caderno chamado “Cotidiano” ?

No século do Balzac seria notícia de primeira página para ajudar a vender mais jornal, como um homem que mordesse um cachorro. Uma notícia fora do comum. Como um rabo abanando esse mesmo cão mordido pelo seu amigo bípede implume. Hoje? Cotidiano.

Como diz o  Alexandre Inagaki, pense nisso.

” É facil descer o Averno.” Virgílio

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