Sakurajima
Tudo que resta da aldeia é a ponta de um portal de templo projetando-se do chão. O portal, torii, tinha dois andares; agora, avistam-se apenas os setenta e cinco centímetros superiores. Temerárias, as pessoas que fugiram retornaram logo que o vulcão se acalmou. Elas reconstituíram a cidade em torno do marco desalentador do portal enterrado. E a vida continua. No solo rico em cinzas de Sakurajima, os aldeões colhem rabanetes gigantes do tamanho de melancias, prendem a respiração e rezam em seus santuários esperando pela próxima grande erupção
Will Ferguson, in De Carona com Buda, através de Celso M. Paciornik



