Torto

scriptu em Escrito pelas estrelas by Djabal Thursday September 20, 2007

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Ergue-te amigo, alegre te quero ver,

Estás em tantos problemas absorto?

Ergue-te e deixa de ler,

Pois assim ficarás torto. (ou)

Up! up! my Friend, and quit your books;

Or surely you’ll grow double:

Up! up! my Friend, and clear your looks;

Why all this toil and trouble?

William Wordsworth in “O Olho imóvel pela Força da Harmonia” através de Alberto Marsicano e John Milton

Meu nome é MLO

scriptu em Existo: talvez. by Djabal Wednesday September 19, 2007

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Sei de um velho amigo que apenas relê. E argumenta de maneira muito razoável; reler algo da sua juventude é um prazer redobrado. Você sabe que é uma obra prima, tem certeza absoluta de que gostará.

Diante desta razão peguei o Enigma de Kaspar Hauser para rever.

É a história de um rapaz que foi abandonado e criado num porão, alimentado a pão e água, sem conhecer ninguém exceto aquele que o alimentou. Não teve nenhum conhecimento de língua, não sabia da existência de semelhantes, sequer aprendeu a andar, amarrado ao chão ao longo dos tempos.

  havia tido notícias de experiências na Idade Média, onde pessoas foram submetidas a esse tratamento na curiosidade de saber qual o idioma que se falaria naturalmente, sem nenhuma outra influência. Acreditava-se que seria o latim. (“Penso, logo existo.”)

 Ele é libertado numa praça da cidade de Nüremberg com uma carta na mão dirigida a autoridade local para que recebesse abrigo e alimentação como cidadão nascituro.

E o processo civilizador a que ele é submetido foi muito esclarecedor. Compreendi perfeitamente os sentimentos que foram surgindo dentro dele. A dor diante da queima da desconhecida flama; as lágrimas que surgiram ao ouvir uma música de Mozart ou a embalar um bebê.

Diversas hipóteses surgiram diante do desconhecido, nenhuma delas lhe deu o benefício da dúvida. Foi considerado desde filho de Napoleão a bastardo de uma nobreza local, ou mero vagabundo, esperto, a se alimentar gratuitamente da sociedade. Era apenas diferente.

Foi abrigado primeiramente por crianças que o ensinaram a comer e a se sentar, depois por um professor que o ensinou as letras e as noções mais básicas de humanidade. Aprendeu logo a temer o seu semelhante, dizendo que os homens lhe pareciam como lobos. Escreveu seu nome com sementes de lentilhas no seu jardim e tudo foi pisoteado por anônimos. Foi também adotado por um benfeitor inglês Lord Stanhope interessado em descobrir o seu segredo. Como se houvesse um digno de nota.

 Teve contra si duas tentativas de homicídio, uma com pauladas e a outra bem sucedida através de um punhal, quando passeava pelo jardim de uma propriedade.No seu leito de morte quis contar uma história, porém aprendeu que ela só poderia ser contada se tivesse começo, meio e fim, nessa ordem; e essa, infelizmente,  não preenchia essa condição.Foi autorizado pelas autoridades civis e eclesiásticas a contrariar essa regra e contou: “Num grande deserto passava uma caravana liderada por um velho cego. Eles numa determinada altura do trajeto se consideraram perdidos. Essa preocupação foi levada ao seu líder. Ao conhecer dela, levou à boca um bocado da areia para saber. Disse: ‘Estamos no caminho certo. A direção que estamos seguindo é o norte’. Ao ser informado das montanhas imensas que se erguiam nessa direção, objetou: ‘Elas são frutos da sua imaginação’. “ 

Descobriu-se também que, dos hemisférios do cérebro o menor era o esquerdo e seu cerebelo foi muito maior que a média.  Disse um poeta: “Concebo que sejamos climas, sobre que pairam ameaças de tormenta, noutro ponto realizadas.” E revendo este filme compreendi perfeitamente o sentido dessas palavras. Ninguém jamais encontrou o seu assassino.

El Pueblo de Nuestra Señora la Reina de los Ángeles de Porciúncula

scriptu em Existo: talvez. by Djabal Tuesday September 18, 2007

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Sempre gostei de Bons Ares. Esta cidade bem próxima de nós, de todas é a mais atraente, talvez pela urbanização, talvez pela localização ou pelo fato de possuir não notáveis acidentes geográficos, se tirarmos o rio da dessa classificação.

 As pessoas são agradáveis de conviver, parecem próximas a nós.  Mas a grande atração, a minha grande paixão é Astor Piazzolla e o tango. Essa música é inebriante para mim. Vou ouvir um tango e ver pessoas dançando é uma experiência e tanto. Levamos para a vida toda. Mesmo aqueles espetáculos montados para o turista têm o seu encanto. Encanto mascarado pela maquiagem e pela roupa, mas quem tem olhos para ver e coração para sentir terá emoção em doses insuportavelmente agradáveis. 

Existe um hotel novo que oferece um show toda tarde. Acompanhamos o pôr do sol ouvindo a música e vendo um par de dançarinos, apenas para você é alguma coisa inesquecível. Provavelmente você sentirá vontade namorar e compartilhar tudo que você possui como nunca em sua vida.  A hora e o local do espetáculo são propícios. 

De todos os locais da cidade, o Parque Palermo é um dos mais extraordinários pelo tamanho e pela facilidade e equipamento que eles colocam à disposição do leitor. Muito sol, bancos confortáveis e paz de espírito. As pessoas parecem treinadas para não perturbar o leitor. Ao contrário de outros lugares onde o leitor é tido como um solitário precisando de ajuda ou auxílio. 

Fui informado que na cidade existe um belo restaurante que serve comida francesa de qualidade indiscutível. Aproveitei a dica e os recursos que dispunha. Encaminhei-me para um hotel do século passado, início do século passado. Com apresentação, decoração e pompa que indicavam muito bem o que me esperava. Apesar de ser muito bem recebido, pela leitura da carta percebi que os preços eram imbatíveis e a escolha dos pratos não era digna dos preços que estavam ao lado, bem ali à direita.Veio à minha cabeça uma conversa que tivera com um especialista -  Laurent - a respeito daquele restaurante e sua qualidade.

Tive a idéia de chamar o ‘chef’ para me apresentar. Dito e feito.

Conversamos bastante e me apresentei dando vasta interpretação aquele simples bate papo, imaginando e dizendo que era por recomendação dele que fazia a minha visita. Que, certamente, seria recebido como ele o seria se viesse até a minha cidade. Percebi que ele ficou impressionadíssimo, não sei se com o meu espanhol, ou com o conteúdo da conversa.Paguei para ver.  Ele me disse que faria uma apresentação de sua habilidade com todos os pratos que conhecera numa última viagem à França.

Todos em pequenas porções para que pudesse apreender o sabor e a dificuldade de execução em cada um deles.E foi assim que viajei por: 

. Caviar osciètres d’Iran, langoustine rafraichies, nage réduite, bouillon parfumé

.Volaille de Bresse, écrevisses et girolles em fricassée

. Araignée de mer decortiquée, émulsion coraillée

. Legumes et fruits cuits/crus, sirop de tomate épicé

. Pressé de pintade de Challans et foie gras, vinaigrette truffée 

. Bar de ligne agrumes/poivres, verte t blanc de blette

. Sole de petit bateau, marinière de coquillages, suc de persil

. Turbot de Bretagne em matelote 

. Agneau de nos régions rôti (Lyon), artichauts et févettes confits au sautoir

. Pigeonneau laquê, garniture Montmorency, pommes gaufrettes

. Pomme de ris de veau à la florentine et girolles dorées 

. Fromages affines por vous

Se você não entendeu muita coisa não se lastime. Não entendi nada, apenas apreciei as terrinas que chegavam de tempo em tempo com precisão admirável. Terminava de apreciar uma, chegava outra.Pensei que deixaria o dinheiro do resto da viagem por lá. Uma outra surpresa, o mestre que tinha porte e bigode dos gauleses se revelou um semi deus anfitrião e nos cobrou o preço do prato do dia.

Depois disso tudo peguei um táxi indicado pelo hotel, por segurança, e me encaminhei para o parque. Pensava em ler pelo resto do dia que me restara. Levei comigo uma única nota de cem dólares.

Peguei um carro com um motorista extremamente amistoso, e que pensava que eu era italiano, veio conversando comigo naquele idioma, que também não falo, apesar de entender um pouco, ensinando-me como se fazia massa em casa, e discorria sobre ovos, farinha e quantidades.

Chegamos ao meu destino.Pedi-lhe se era possível me aguardar até o final da tarde, ou se não fosse possível, se ele poderia me pegar ao cabo de três horas?

- Claro, não se preocupe.- Você quer que eu lhe pague agora? - Sim, pode ser.

- Quanto é?

- Cinco dólares.

Dei-lhe o dinheiro e ele foi buscar o troco, logo mais adiante. Voltou depois de alguns minutos e deu-me uma cédula de cinco dólares.

- ?!

- Faltam noventa dólares.

- Não, claro que não, o senhor me deu dez dólares. 

Luz

scriptu em Escrito pelas estrelas by Djabal Saturday September 15, 2007

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 Clara luz que se acende sem adeus nem carinho.

Carlos Sussekind in Armadilha para Lamartine

Doída

scriptu em Escrito pelas estrelas by Djabal Thursday September 13, 2007

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neste lugar solitário

faz a conta doída:

em lançamentos diários

a soma de sua vida

José Paulo Paes em tempo escuro, a palavra (a)clara

Caos

scriptu em Escrito pelas estrelas by Djabal Wednesday September 12, 2007

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O plano da imanência é como um corte do caos.

Gilles Deleuze in “O que é a filosofia” através de Bento Prado Jr e Alberto A. Muñoz

Jardim Zoológico

scriptu em Acaso Sinto? by Djabal Tuesday September 11, 2007

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Passei dez dias em Nova York. Gastei todo o meu tempo na biblioteca pública. Sempre tive a impressão que vivemos em agrupamentos. Os melhores e mais típicos exemplos são, pela forma de organização:  Jardins Zoológicos, Hospícios e Prisões.

 

Portanto, qualquer cidade para mim é parecida. Seja na Metrópole ou na Província. É verdade que gostaria de conhecer Praga, não a  moléstia, porém para saber como viveu alguém que escreveu muito bem, a despeito de tudo e de todos, até dele mesmo. Gostaria de conhecer o Père Lachaise, claro, mas faltaria a mão de Honório para recontar a sua fundação lá no longínquo século dezenove.

 

Todos esses desejos são apenas recordações de lugares em que nunca poderei estar por exigir deles pessoas que não são mais visíveis por mim. Quem sabe um dia, uma dessas mãos me puxará para esse passeio?

 

Enquanto isso me satisfiz com a Biblioteca. Essa foto que vi hoje me lembrou imediatamente os profundos, largos, marmóreos e silenciosos corredores. O silencio do lugar é digno de ser notado. Parece o ar úmido do interior do sul continente, pode ser cortado em fatias.

O respeito do semelhante pelo seu próximo me fez buscar alguma placa com multa de cinco mil dólares por quebra de sigilo, não encontrei, mas ainda penso que isso é reflexo condicionado por anos e anos de aplicação continuada. Ela caiu e ninguém notou.

Eu fiquei intimidado com ele – o silêncio -, e não pronunciava uma única palavra em qualquer que fosse o local.

Levei comigo um professor britânico que escreveu Cidadãos: Simon Schama. Foi assim introduzido na intimidade da revolução francesa, lembro-me também que fiquei impressionado com a violência e o temperamento de Georges Couthon, uma figura secundária até então, e que graças aos massacres ordenados (Lyon) ficou gravado nas minhas memórias inúteis.

 

Infelizmente ainda não conseguirei esclarecer o motivo pelo qual  fatos bizarros e  desordenados são os que me chamam a atenção, mas fica o registro como um pedido de auxílio, num lugar mais que inapropriado. Uma mensagem numa garrafa lançada ao éter.

Chegava invariavelmente antes de estar aberta, portanto conversava com alguns visitantes seriais ou oportunistas. A primeira funcionária a chegar era sempre a mesma e a troca de olhares, incomuns – parece – na América, nos tornou amigos o suficiente para sempre receber um sorriso como cumprimento e um leve aceno de cabeça.

 

Os bibliotecários passeavam pelo salão de leitura a fim de guardar os livros que eram utilizados, e o fato de levar o meu próprio livro comigo os intrigava bastante. A ponto de procurar saber o que estava lendo, e ao ver a língua estranha, tentavam adivinhar a minha nacionalidade. O meu rosto e o passaporte devem valer uma fortuna no mercado negro de documentos, pois posso me adaptar a qualquer nacionalidade sem muito sacrifício. Desde México à França, passando pela Argentina e Alemanha. Ninguém conseguiu descobrir. Mas, posso afirmar que dez dias de convivência diária faz uma grande diferença na relação entre as pessoas. E a nacionalidade perde completamente a importância. Descobri que a policial tinha uma neta e morava no Bronx, e que sua neta não tinha o mesmo carinho pela leitura que eu.  Tentei confortá-la dizendo que as pessoas têm as mais diversas formas de lidar com a vida, a leitura, a arte em si, era apenas uma delas. A que dava maior prazer para aqueles que tivessem olhos para ver.

 

O comportamento mais corriqueiro, hoje em dia, em qualquer parte, é o de olhar para si mesmo em pequenos detalhes, deixando de lado tudo o que um painel imenso de arte quer dizer e mostrar.

Estamos sempre preocupados com o fio da nossa meia, ou a casa do botão descasado, ou ainda querendo saber o porquê do Couthon ficar tão impregnado em nossas mentes.

Ela a avó, com seu rosto risonho,  ficou como uma eterna e boa recordação.

 

Osrevni

scriptu em Existo: talvez. by Djabal Monday September 10, 2007

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Pensava sobre a memória fútil. Escolhi um trecho que descreveu com muita precisão a minha sensação sobre a vida. Uma espécie de aula que já havia começado quando chegamos, ou ainda uma festa, uma viagem a Paris, cuja festa já estava em ebulição quando já nos despedíamos delas.

Essas sensações também impressionaram ao Osrevni que hoje mora em Paris e  freqüenta cotidianamente  a torre Eiffel. Sabe da predominância dela sobre a cidade.

 

Enfrentei um feriado prolongado fora da cidade, na parte negra da serra da Mantiqueira, levei alguns livros para ler, a começar por Armadilha para Lamartine, com ótima recomendação.

 

Sempre tenho problemas com a escolha dos livros; já os relatei por aqui. Nesse final de semana ele se agravou a ponto de levar mais de oito volumes para simplesmente passar três dias. Talvez isso seja um exemplo da minha necessidade de isolamento, da ânsia de não encontrar ninguém, de me deixar levar pela leitura, pelos sonhos, pela festa.

 

Fiquei num lugar agradável, no coração da pequena cidade, com pessoas ansiosas demais para nos tornarem felizes.  

Não me passou pela cabeça que, geralmente, as férias são uma transferência da vida cotidiana para o final de semana sem as gravatas. Férias verdadeiras são aquelas que se passa em casa.

São pessoas mais velhas formando casais extravagantes, homens cuidando das esposas, pagando culpas passadas e remoendo pecados futuros. Como cartão de crédito. Pessoas solitárias com filhos mimados. Vendo nas demais crianças uma ameaça à pureza. Jovens que não estão aí  com nada, dando uma amostra da crueldade e injustiça infanto-juvenil; apenas preocupados consigo mesmos.

Outras parecendo que estão num aquário olhando, tirando conclusões inúteis.

Outro ainda, lendo.

Como dizia: as pessoas saem em férias e seguem trabalhando, com agendas de passeio. Horários. Sinos, campainhas, chamadas, caminhadas.  Não sei o porquê. Outras ficam emburradas por não ter o que comprar. Assistir TV. É uma grande atividade.

Grandes senhores sírios e sérios. Mulheres caçadoras. Homens também. Existe uma grande solidão embutida em todos.

Meninas núbeis. Fúteis. Sorrisos escondidos. Mãos que alisam cabelos virgens buscando homens gentis e rápidos. Gripes embutidas que resolveram mostrar suas garras. Inundações em banheiros antiquados. Esse é o cenário.

Quase me esqueço dos pães de queijos. Esses sim,  ficaram modernos: pequenos, uniformes, ruins, sem o gosto do imprevisto. Uma simples e monótona repetição.  Como tudo o mais.

 

Tudo isso foi esquecido. Escolheu para ser ler primeiro “O poste de vapor” de Ferenc Molnár. Sem nenhum motivo aparente, esse livro saltou para minhas mãos da prateleira onde estava.

E foi lá que descobri um Eiffel morador por algum tempo na cidade. No tempo em que construiu entre outras coisas, a Ponte Margarida. Que foi a sua torre deitada ao longo das margens do Rio Danúbio. E foi lá – deitado também na maior parte do tempo -  que descobri o maravilhoso personagem título. Capitão da cavalaria, hussardo, bebedor do törköly, romântico incorrigível.

Personagem com o qual me identifiquei, fechando assim o ciclo das minhas inúteis memórias, memórias que me remetem ao ponto inicial, ao inverso; autor intelectual dessas linhas, talvez, inúteis.

 

Moral da história: Não escolha seus livros, deixe a escolha por conta deles. Eles sabem o que fazem.

 

 

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Doko

scriptu em Escrito pelas estrelas by Djabal Thursday September 6, 2007

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A tensão e a confusão são importantes em um mundo em que muitas decisões têm de ser tomadas com rapidez. Miguel de Unamuno disse uma vez: “Se uma pessoa nunca se contradiz é porque nunca diz nada.” Eu diria que estamos todos no mesmo barco que o mestre de zen que após contradizer-se diversas vezes seguidas, disse ao confuso Doko:“não posso compreender-me”

Douglas Hofstadter in Gödel, Escher, Bach. Um Entrelaçamento de Gênios Brilhantes. 

Trivia

scriptu em Escrito pelas estrelas by Djabal Wednesday September 5, 2007

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Trivia, esse repositório de memória fútil que se abriga em nossas cabeças, e que dá aos jogadores o sentimento de haverem vivido, ou melhor, de haverem estado vivos durante um período da história, que essa vida é como uma viagem a Paris: chegamos, e ela já estava andando; saímos, e ela continuou. Só pegamos um pedaço da festa. Pois era desse pedaço da festa, aquele que nos dá a ilusão de que vivemos, que Carlinhos partilhava com seu amigo Joaquim.

Carlos Sussekind & Francisco Daudt da Veiga in “O autor mente muito”.

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