Maiêutica bacana

scriptu em Penso? by Djabal Thursday January 31, 2008

buttoned-jac-howard.jpg

A inteligência é um mar. Um infinito distribuído entre bilhões de indivíduos. Algumas inteligências brilham intensamente em algumas pessoas, mas e sempre existe um mas, aquela inteligência não parte de uma tábula rasa. Ela parte de uma série de conceitos, conexões, informações que já estão disponíveis e divulgadas e o seu brilho advém de uma especial conjugação desses fatores. Uma nova maneira de vê-los, de colocá-los à nossa disposição para fazer outra tarefa, que tomava mais tempo, mais esforço, ou mesmo que era de impossível realização.

Tivéssemos uma bota de sete léguas e déssemos dois passos, teríamos numa cena uma fogueira e uma manta, no próximo passo um aparelho de código Morse e, finalmente um fax. Qual a ligação entre esses objetos?A ligação é a necessidade de nos comunicar com rapidez maior. E é do diálogo entre essa necessidade e a nossa inteligência que evoluímos de um para o outro.

Devemos lembrar que uma notícia de Carlos V para a região dos Países Baixos, levava - no mínimo - noventa dias.  Ele foi o monarca mais poderoso de sua época e, além disso, não havia necessidade de se atravessar nenhum oceano e o meio disponível era a tração animal. Esse fato tem a idade do Brasil.

Hoje em dia tudo isso é história antiga. Temos como divulgar uma informação instantaneamente. Atravessamos o globo num mesmo minuto, estamos vencendo a batalha do tempo e do espaço. Somos praticamente onipresentes.

A maneira pela qual isso ocorreu é o diálogo. Talvez o vocábulo diálogo leve a uma impressão equivocada, ou seja, somente como resultado de uma conversa entre pessoas. A minha impressão do diálogo é muito mais ampla, além do fruto de uma conversa, é fruto de uma reflexão após ler um livro, um informe, um artigo; ao obter uma informação; ao ver uma obra de arte. O diálogo é o elemento primordial e original de um êxtase, uma nova “eureca”, um pasmo com uma visão.

Não é a toa que uma boa idéia como a de Sócrates, não perdeu atualidade mesmo com dois mil e quinhentos anos nas costas, ainda é uma tecnologia de ponta. Conversar com os discípulos fazendo perguntas que, por sua vez, se alimentavam das respostas, numa caminhada física e intelectual incessante, deu nascimento à técnica que trocou de nomes muitas vezes, restando o original hoje, praticamente esquecido. Mas o princípio ficou.

Estabelecido o que compreendo ser inteligência e o que compreendo como diálogo, posso abordar a comunicação instantânea possibilitada pela rede de computadores interligados.

O homem é um animal transgressor. Ele não se conforma às regras. Por algum tempo talvez obedeça, mas ele reage rapidamente às modificações que lhe são impostas. Cria incessantemente. Cria com sucesso ou insucesso, mas cria.  A língua é uma mostra disso. O nosso idioma é uma corrupção do latim (flor inculta e bela), assim como outras tantas. Se num primeiro momento reagimos contra o abuso da norma culta, logo em seguida ela se torna clássica e mais um pouco decai para uma língua morta. A Divina Comédia foi vista com repulsa; com adoração e hoje com esquecimento.

Essa é a nossa sina. Primeiro rejeitamos, depois compreendemos para finalmente esquecer. Sempre será assim. Porém o esquecimento não é impune, ele é a base para o novo conhecimento que chega. Nós gostaríamos que o mundo parasse um pouco e nos permitisse usufruir da paz. Temos uma tendência muito forte para acreditar que o já estabelecido é bom. E que o ótimo é inimigo do bom. Uma novidade é sempre vista com um misto de receio, tédio e descrença. Para logo em seguida ser aplaudida, se contar com o apoio de muitos. Assim é com a internet. As informações são falhas, não têm credibilidade, faltam ser autenticadas, e uma série de restrições, e uma parte delas inteiramente procedentes.

Mas também é de nossa natureza, contar, separar e dividir, como já fez Baltazar. Portanto ainda levará tempo para contarmos tudo, separarmos aquilo que serve e é original daquilo que é mera repetição e com isso dividirmos em blocos que pareçam sensatos e razoáveis toda essa massa de informação.Estamos no início de um novo processo de inteligência coletiva, e com a mais plena consciência desse fato. Seria muito bom aprendermos a lidar com o Tempo também. A rapidez das novas descobertas não é proporcional ao Tempo que a natureza tem. São coisas que andam em descompasso. Temos apenas quinhentos anos como um corpo social e territorial, ou seja, dialogamos apenas nas últimas quinhentas voltas da Terra ao redor do Sol, existem povos que já o fazem há mais de duas mil.

Falta lembrar ainda que a palavra bacana, que tem o sentido de uma coisa boa, e hoje está em desuso; tanto quanto o fato de ter sido tomada de empréstimo do espanhol, segundo alguns, cujo sentido original vinha do bacanal romano, que não era vista como uma festa propriamente bacana.

Essa é a nossa época. Ainda de uma confusão. Mas creio que a Inteligência prevalecerá. E coletiva. Cada vez mais. Não sei se isso nos fará melhores, temo que não, por isso somos bacanas. 

Mentira é o beijo que trocamos.

scriptu em Escrito pelas estrelas by Djabal Wednesday January 30, 2008

parchament-manuscript.jpg

“A mentira é a linguagem ideal da alma, pois, assim como nos servimos de palavras, que são sons articulados de uma maneira absurda, para em linguagem real traduzir os mais íntimos e subtis movimentos da emoção e  do pensamento, que as palavras forçosamente não poderão nunca traduzir, assim nos servimos da mentira e da ficção para nos entedermos uns aos outros, o que, com a verdade, própria e intransmissível, se nunca poderia fazer.”

Fernando Pessoa in “O Livro do Desassossego”, através de Bernardo Soares

Miranda

scriptu em Acaso Sinto? by Djabal Monday January 28, 2008

vivaultra_hello_people.jpg

Caminhou até encontrar um banco. Estava muito frio, um lugar inóspito, alto, nevado. Estava com dor de cabeça. Ficou defronte uma cadeia de picos uniformes, obra de mão desconhecida. Meditava naquele silêncio propício. Até ouvir uns passos, botas que esmagavam os cascalhos ou faziam ruídos como se. Avistou um vulto muito vestido, e no qual se destacava uma faixa escura no rosto, na altura dos olhos.

O vulto se aproximou até invadir seu espaço aéreo e pedir-lhe licença para sentar. Tratava-se de uma mulher, da sua terra, voltando de uma excursão à Cordilheira Blanca no Peru.

Interrompeu seu nada, tão logo observou o movimento de quem tira os óculos. Procurou pelos olhos dela. Sem aquele aparato, que lhe dava um ar agressivo e selvagem, viu um par de meigas castanhas arredondadas e indefesas.

Conversaram amenidades e tudo se tornou ameno, morno, calmo e sossegado. Miranda gostava de praticar alpinismo, e tinha freqüentado desde o Himalaia, passando pelos Alpes, Montanhas Rochosas, México e finalmente, Callejón de Huaylas.

Ambos trabalhavam na mesma grande cidade. Integrados no sistema dominante, naquele misto de capitalismo selvagem com assistencialismo jeca, cujo resultado poderia ser descrito como um iogurte social.

Agora ambos estavam nos Andes da Patagônia. Uma espécie de parada de descanso. Depois daquele primeiro encontro, marcaram sem perceber mais dois no mesmo lugar. E continuaram a conversar. No segundo se conversou sobre as tendências do mundo, sobre a finalidade da vida, do percurso do homem e mais particularmente, do percurso deles mesmos. Miranda formou-se e especializou-se em sociologia. Trabalhava chefiando o departamento de marketing de grandes companhias. Tinha essa facilidade de trabalhar com monturos. Disse que toda má idéia acaba se transformando em sucesso de publicidade. Havia acabado de sair da última. Estava sem emprego.

João se apresentou formalmente, com dupla graduação em administração de empresas e direito. Era vendedor de automóveis. Seminovos. Hoje nada pode ser usado ou velho.No terceiro fizeram apenas confissões. Ela começou: recentemente terminara com seu caso com um suíço.  Namoro rápido, como todos os demais. Ela poderia ser uma versão feminina de Giácomo Casanova, solitariamente acompanhada sempre. Resgatava o homem de sua solidão, dando-lhe cor e companhia. Ela, contudo, continuava vazia como um bambu.

Ele percebeu que seus olhos estavam brilhando mais do que. A conversa parava no momento em que uma lágrima insistia em aparecer.

Algo se arranjou lá por dentro deles; e ela continuou:

- Eu fui seqüestrada quando criança, com nove anos. Meu pai trabalhava como gerente de banco e minha mãe, como professora. Sempre insistiram para que eu jamais conversasse com estranhos. Insistiram muito nesse ponto. E ficaram tranqüilos. Um dia fui fazer compras na esquina de casa. Um pão. E ao sair dali encontrei um moço que me perguntou do pai, perguntou da tia e da mãe. Disse mais. Que possuía uma escola de dança e que poderia fazer um teste comigo, caso eu quisesse. Esse era o meu sonho, tudo que desejava ouvir. Entrei no carro. Passamos primeiro num grande mercado, na garagem dele. Observei que porta do carona estava trancada. Senti um temor inquieto. Ele passou as mãos na minha perna, dizendo que eram bonitas e seriam perfeitas para uma apresentação. O antigo temor se tornou um terror alucinante e desandei a gritar. Apareceu alguém, alertado pelos meus gritos para saber o que estava acontecendo, e me salvou; o seqüestrador foi obrigado a abrir a porta. Saí correndo pra minha casa, e só consegui falar alguma coisa, depois de três dias. Desde aquele carro até a minha cama o medo me dominou, completo e inteiro;  mostrava-se na minha incontinência. Passei a ter nele um parceiro constante por toda minha vida. Depois de narrar o acontecido, meu pai pediu-me que voltasse à rua, com o mesmo traje, para pegar o infeliz. Assim fiz, tendo no rabo do olho, a imagem dele, com uma arma no bolso. Não sei bem se fui protegida, ou lançada novamente naquela jaula.

João e Miranda se abraçaram e trocaram um abraço e soluços convulsivos.Ele não conseguiu fazer ou falar mais nada. Tudo perdera a importância e o significado. 

Lições dos Mestres

scriptu em Escrito pelas estrelas by Djabal Wednesday January 23, 2008

les-metamorphoses.jpg

Transforme-se no que você é.

Zusya de Hanipol apud George Steiner in “Lições dos Mestres”, através de Maria Alice Máximo

O naufrágio do Deutschland

scriptu em Escrito pelas estrelas by Djabal Wednesday January 23, 2008

for-u-me-voila.jpg

 

The frown of his face
Before me, the hurtle of hell
Behind, where, where was a, where was a place?
I whirled out wings that spell
And fled with a fling of the heart to the heart of the Host.
My heart, but you were dovewinged, I can tell,
Carrier-witted, I am bold to boast,
To flash from the flame to the flame then, tower from the grace to the grace.

 

I am soft sift
In an hourglass — at the wall
Fast, but mined with a motion, a drift,
And it crowds and it combs to the fall;
I steady as a water in a well, to a poise, to a pane,
But roped with, always, all the way down from the tall
Fells or flanks of the voel, a vein
Of the gospel proffer, a pressure, a principle, Christ’s gift.

Gerard Manley Hopkins

Franzir da Face

À frente, inferno pranto

Atrás, onde um um só lugar que satisfaça?

Girei asas de encanto

E em vôo-coração fugi ao coração do Alto

Meu coração, mas foste pomboalado, ah! quanto,

Paz mensageiro, eu o proclamo, arauto,

Para luzir de flama a flama, alçar de graça a graça.

 

Eu sou só pó

De uma ampulheta - ao pé da

Parede, nó do movimento, mó

que me coa e ecoa à queda;

Quieto como água parada, até a pedra, a areia,

Porém encordoado sempre, a cair da aresta

Em riste do rochedo, com a veia

Da bíblica proposta, pressão, princípio, Cristo só.

 

Gerard M. Hopkins, através de Augusto de Campos, in A Beleza Difícil

Débora

scriptu em Penso? by Djabal Wednesday January 16, 2008

intricate-bavarian-door-kig1309.jpg

Passou a noite inteira com Ritsuko. De fato, com a felicidade perdeu a vergonha. É mesmo, acontece com todo mundo; pensou. Acordou com os ruídos da cidade, um carro passando em alta velocidade, fazendo aquele som deslizante no asfalto molhado, um sabiá solitário cantava abrigado em algum galho, dois guardas conversavam sobre o resultado de futebol, e distraídos brincavam com os poucos passantes.

Esqueceu da recusa do rabino, do pastor e do padre. Esqueceu do quanto se sentiu ultrajada e da raiva que tomou conta do seu ser. Esqueceu que a Rit, deitada ao seu lado, foi  expulsa de casa, pelo pai,  por ter se amigado com um americano. Como pode alguém sentir raiva de alguém anônimo, por sua nacionalidade? Bem, se lembrou que a mãe não compra nenhum carro alemão.

Águas passadas. Esse é o resumo líquido de sua situação aérea.

 Agora fazia parte de uma comunidade, encontrou na ancestral religião africana um penso para suas feridas. A sua companheira lhe dera calor, para ela que não encontrava amor. A companheira entendeu a sua timidez, e se aproximou. Lentamente.

Casar.

A conversa entre ambas foi mansa, serena, pacífica, amorosa e rápida. Principalmente rápida. Sabia que encontrara sua metade. Afinidade de espíritos e pontos de vista.

Ter uma vida regular, trabalhar, construir algo em comum. Adotar uma cerimônia como o ingresso para uma vida passada em brancas nuvens. Tão brancas quanto a sua necessidade de paz.

Levantou-se, trocou um beijo e se preparou para encontrar o tio. Seguiu andando, coberta por uma bata que lhe chegava aos joelhos, com uma sandália e uma bolsa que lhe cruzava o peito mirrado, hoje inchado pela alegria.

Ele era diferente de todos, cantor, quase poeta, gostava de bossa nova, era o lírico da família, não se prendia a preconceitos, risonho, liberal, uma figura muito próxima, talvez pela pequena diferença de idade. Separado, cuidava dos filhos, como uma choca,  com carinho meticuloso por eles, maternal. Jamais o vira desequilibrado, nunca discutia, era seu hábito  dizer:

- Empate pra mim é bom. Não quero ganhar, nem perder.

Ela precisava de um padrinho, era a única exigência feita. A cerimônia será simples, rápida; a benção regada com sucos, flores e frutas, como é hábito. Oxalá e Xangô, presentes e tudo restará em harmonia.

Encontrou pelo caminho um menino, desleixado, mirrado, sujo, parecendo um cigano, que lhe estendeu a mão, parecia cantar alguma coisa. Deixou ali duas moedas. Estava em estado de graça.

 Anunciou-se na portaria, chegou ao apartamento e disse:

- Daniel você quer ser meu padrinho de casamento?

- Quando você casará?

- Assim que possível.

- Poxa, quem é o felizardo?

- Lembra da Ritsuko, aquela menina que me acompanhou na festa de ano-novo?

- Claro que sim.

- Ela.

-…

- Então, tudo bem?

- Débora - disse o Tio - tenho o maior prazer de comparecer à cerimônia, mas padrinho não serei. E deu um meio sorriso, entre envergonhado e assustado. 

As covas

scriptu em Escrito pelas estrelas by Djabal Tuesday January 15, 2008

west-facade-joe-and-friends.jpg

O bicho,

quando quer fugir dos outros,

faz um buraco na terra.

O homem,

para fugir de si,

fez um buraco no céu.

Mário Quintana in A Vaca e o Hipogrifo

Deixe

scriptu em Escrito pelas estrelas by Djabal Tuesday January 15, 2008

136-hs-yin.jpg

primavera

não nos deixe

pássaros choram

lágrimas

no olho do peixe

Matsuó Bashô, apud Paulo Leminski in Vida

A necessidade da vitória

scriptu em Escrito pelas estrelas by Djabal Friday January 11, 2008

almsee-nathan4645.jpg

 

Quando um arqueiro atira sem alvo nem mira

Está com toda a sua habilidade.

Se atira para ganhar uma fivela de metal

Já fica nervoso.

Se atira por um prêmio em ouro

Fica cego

Ou vê dois alvos –

Está louco! 

Sua habilidade não mudou.

Mas o prêmio

Cria nele divisões.

Preocupa-se.

Pensa mais em ganhar

Do que em atirar –

E a necessidade de vencer

Esgota-lhe a força. 

Chuang Tzu (séc. II a.C.) através de Thomas Merton in “A via de Chuang Tzu”. 

 

Quatro operações

scriptu em Penso? by Djabal Wednesday January 9, 2008

minus-nine-nad.jpg

 

Até agora não consegui explicar o fascínio que histórias de presídios, ou a respeito de presidiários, exercem sobre mim. Não espero consegui-lo com esse comentário, apenas quero acrescentar alguns pontos que podem ser somados, multiplicados e divididos.

 Somados com outras histórias que colhi por aí. Corisco - filho de um fazendeiro falido e companheiro de Lampião - foi preso e cumpriu inteiramente sua pena dando aulas para seu filho. Terminado o prazo de detenção mudou-se para o Rio e lá teve uma vida pacata.Gildo A. Meneghetti, o Nero paulistano, foi visitado na cadeia da Luz por Albert Camus. Cumpria pena por furto ou roubo, não sei bem, e nessa oportunidade foi-lhe perguntado se ele não gostaria de sair de lá. “Não, obrigado. Saio todos os dias, basta pegar um livro”. Insistente Camus quis saber se poderia fazer algo por ele. “Ah, quero um cigarro”. Foi o nosso Diógenes.

A cota da multiplicação é dada pela violência predominante, crescente e avassaladora, que nos habita e persegue; onde quer que estejamos, estamos preocupados com o assalto iminente ou com uma resposta virulenta, aparentando-nos com o animal e seu medo, disparado ao menor estalo. Nossa reação a uma explosão eventual de um motor à combustão o demonstra. Não existe diferença entre a prisão e a cidade.

 

Dividir esses fatos e reflexões poderá –muito pouco provavelmente- nos despertar da letargia a que estamos submetidos. Uma letargia barulhenta, exterminadora da nossa capacidade de espanto diante dos fatos. Houve época em que a violência era para indignar, hoje ela existe para hipnotizar, vingar, vender e dar audiência.

 Subtraia disso a paz que um leitor encontra à beira de um campo, num hotel por nove dias. Paz que foi interrompida apenas duas vezes por outros hóspedes. A primeira interrupção foi de uma poetisa que se incentivou a cantar alguma obra de sua autoria, tomada por algum deus de ocasião; a segunda foi de outra leitora, que exibiu seu livro do momento, sentou-se, e na primeira oportunidade chorou convulsivamente, assolada pelos problemas familiares, suficientes para tirar-lhe completamente o equilíbrio e logo, logo, envergonhada, colocar uma cobertura ampla de vidro escuro no rosto para exibir sua paz psicotrópica.

Fizemos as quatro operações aritméticas, o que sobrou? 

 

22 queries. 0.451 seconds.
Powered by Wordpress
theme by evil.bert
modificado por DaniCast