Sunday July 06th 2008, 6:47 pm
Arquivado em: Húmus escrito por Paloma Kliss

hmus

Paloma Kliss

Do you know Austregsilo Carrano*1? Hes dead *2 Mas quem foi que disse que s se morre uma vez*3? Keep walking hermanos ! Adelante e para alm do canto dos malditos, num campo devastado pela subjetividade capitalstica…

Star-sistem*4, apadrinhamentos, prefcios, orelhas, releases. Pops das gndolas de livrarias em ascenso epopica ou meterica, blindados por assessores, assediados pela grande mdia, confortavelmente instalados em mesas/muralhas, exalando status, no melhor estilo blas, beliscando canaps e enchendo discretamente a cara de pr-seco. Flashs e autgrafos. Farra do Aougue Editorial nem parece banco. Aos ghost writters, ratos de sebo e eventuais sobreviventes flagelados do autismo proposto pela indstria pseudo-cultural, provocaes: seremos capazes de novas prticas sociais, plsticas, artsticas e estticas*5?

Literatura hermtica apenas para iniciados e coleguinhas de doutorado versus Arte como experimentao, arte engajada na construo de outras realidades, arte que quer participar, interagir, embarcar na constituio de territrios existenciais coletivos. Arte no institucionalizada que se tece plural e destemida, aberta em todas as suas possibilidades criativas aos contatos/contgios, entre as pessoas. Artivistas birutas*6 medindo o grau de abertura para a vida que cada um se permite a cada momento. Pensamento nmade nas veias das zonas autnomas temporrias*7, sempre a caminho, escapando das engrenagens das mquinas burocrticas e paranicas, pensamento de re-encantamento do concreto em seus processos inusitados de inveno de novos universos de referncias, sempre buscando elementos/alimentos para compor suas cartografias*8.

Direto do front de manuteno do status quo: Ningum escreve sem ter ao menos cem escritores em suas mos, afirma o escritor holands Cees Nooteboom em entrevista ao jornal Folha de So Paulo. O autor acaba de lanar o livro Paraso Perdido (R$107,00 + frete), nome recorrente entre os canditados ao Prmio Nobel e uma das estrelas da Flip 2008. Enquanto isso, envelhecem os livros que no lemos*9 e algum, de fora da nata da elite cultural quer acreditar na existncia de um espao criativo onde se dissolvam os lugares institudos de escritor e pblico. Mquina literria exposta s intervenes das multiplicidades desejantes. Literatura nmade em busca dos momentos em que a linguagem no se define mais pelo que diz, ainda menos pelo que a torna significante, mas por aquilo que ela faz escorrer, fluir e explodir - o desejo*10. Exu do Raul, na linha 743 lembrando Torquato Neto, adverte: um poeta no se faz pelo verso, o risco, destruir a linguagem e explodir com ela.

Notas:

*1 Austregsilo Carrano, escritor e militante da luta anti-manicomial morto em maio de 2008. Autor do livro Canto dos Malditos, obra que deu origem ao Bicho de Sete Cabeas filme mais premiado da cinematografia brasileira.

*2 Msica Frank Sinatra de Miss Kitten. Stira ao culto fama.

*3 Sequelas poema de quatro horas de espera para aplicao do eletrochoque. Autor: Carrano.

*4 Estratgia editoral de investimento em best-sellers para compensar o prej dos livros que ficam encalhados no estoque sem serem lidos

*5 Provocaes e reflexes propostas no livro Caosmose de Flix Guatarri

*6 Biruta cone de tecido utilizado para mostrar a direo do vento

*7 Zona Autnoma Temporria livro de Hakim Bey sobre utopias piratas

*8 Cartografia Sentimental, Transformaes contemporneas do desejo, Editora Estao Liberdade, So Paulo, 1989. Autoria de Suely Rolnik.

*9 Tema de uma das 20 mesas da Festa Literria Internacional de Parati 2008

*10 Reflexes sobre a mquina literria presentes no livro Anti-dipo de Delleuze e Guatarri



Literatura Nmade - uma cartografia antropfaga
Friday July 04th 2008, 2:18 pm
Arquivado em: Departamento do Meio Circulante escrito por Paloma Kliss

Literatura Nmade o primeiro projeto experimental e interdependente da cartgrafa Paloma Klisys. Trata-se de uma proposta de criao literria que ser realizada em contato direto com as pessoas em trnsito nas ruas, vielas e becos do Brasil, durante o segundo semestre de 2008. A proposta incitar as pessoas, de maneira ldica e informal, a se tornarem co-autores de uma obra coletiva a ser tecida em pleno movimento.

O pensamento nmade um pensamento que no busca referencias estando sempre a caminho. Pensamento de re-encantamento do concreto. Pensamento que estreita o momento, valoriza o encontro e dispersa esforos de auto-importancia sem deixar de estar atento ao entorno. Coisas aparentemente leves, sem propsito, mas que vo se insinuando como um vento que vem de longe.

A possibilidade de experimentao aberta pelo processo criativo de produo de uma obra coletiva enriquecido pelo pensamento nmade. Literatura Nmade que prope-se a deslocar-se constantemente em busca de novas paisagens. Uma literatura errante e atenta.

Literatura Nmade um projeto que pretende integrar a literatura a outras manifestaes artsticas, por isso, a proposta contempla a produo de um registro udio-visual, alm da disponibilizao de folhas e material de desenho para os participantes co-autores, que desejarem produzir ilustraes ao invs de textos.

Literatura Nmade uma proposta ousada, que provoca a produo coletiva de uma escrita diretamente Real, estranhamente polvoca e no linearizada, uma escrita transcursiva e no discursiva. O estilo a ausncia de um estilo especfico, fechado. um investimento criativo em momentos em que a linguagem no mais se define mais pelo que diz, ainda menos pelo que a torna significante, mas por aquilo que ela faz escorrer, fluir e explodir - o desejo. A proposta da Literatura Nmade se valer da explorao das possibilidades literrias e criativas, um processo e no de uma meta. Uma aposta na Arte como experimentao.

Literatura Nmade um projeto que deseja interagir, provocar, brincar, transpassar, constituir enredos mesmo que delirantes a partir do contato/contgio com as multiplicidades desejantes.

Literatura Nmade prope a realizao de uma cartografia antropfaga a medida em que o processo criativo de produo coletiva se tece em contato/contgio entre os co-autores. Cartografia atravs do exerccio dos devires da Literatura Nmade. Utilizar a imaginao artstica e literria como instrumentos que carregam em si a magia do poder de conexo ao infinito em todos os sentidos e em todas as direes.

O projeto Literatura Nmade uma cartografia antropfaga tem como proposta incentivar a cratividade, quebrando o distanciamento entre o escritor, artista e o pblico, em contraponto aos eventos realizados em espaos fechados, que restringem o acesso de um maior nmero de pessoas. O projeto um modo de constituir, atravs da produo artstica, um Territrio Existencial coletivo. Obra-coletiva concebida como um espao de intercmbio que fomenta o processo de criao como uma apropriao coletiva.



ABOLIO DO USO DE ANIMAIS EM CIRCOS - ASSINE !
Wednesday June 25th 2008, 9:57 am
Arquivado em: NO Letargia ! escrito por Paloma Kliss
PETIO PELA ABOLIO DO USO DE ANIMAIS EM CIRCOS
MAIS DE 2.000 ASSINATURAS EM 2 DIAS,
UNINDO BRASILEIROS EM DEFESA DOS ANIMAIS

Precisamos de mais! Divulguem! Participem!
A causa de todos, planetria!

http://www.petitiononline.com/plcircos/

Pelo fim da escravido animal!
———————————–
MOO

A moo que pede paridade entre circenses e organizaes de defesa animal na audincia
pblica do dia 10/07, em Braslia, j agrega 142 instituies pela proibio de animais em circos,
a serem representadas pelo Rancho dos Gnomos



Bola e Arte
Saturday June 21st 2008, 11:58 am
Arquivado em: entreOlhOs escrito por Paloma Kliss

Participao da autora do blog no Programa Bola e Arte da Fiz TV.

Vdeo disponvel no link: www.fiztv.com.br/bolaearte

Procure pelo programa: Bola e Arte 14 bl 01 e Bola e Arte 14 bl 02

(est dividido em dois blocos).

eu t cansada, cansada, cansada…de tanta hipocrisia…de futebol carnaval…

mas aqui no s festa, aqui tem grito, fome, dor. Aqui tambm h quem usurpe

suor do labutador…” trecho de msica das Encantadeiras.



quem policia a polcia ?
Friday June 20th 2008, 7:01 pm
Arquivado em: NO Letargia ! escrito por Paloma Kliss

Abuso de poder, tortura, assassinato, desvalorizao da vida, imposio da violncia como algo natural e cotidiano. Isso aqui , , um pouquinho de Brasil i , i… Imagine voc em casa, curtindo seu jantar, quando de repente, no mais que de repente, depois de ser surpreedido (a) pelo som de fortes rajadas de metralhadora, se v deitado(a) no cho, com as mos pavorosamente pousadas protegendo a cabea espera de alguma agresso iminente. Essa cena faz parte da vida de muitas famlias cariocas que conheci com a fotgrafa Iolanda Huzak durante o processo de pesquisa para a publicao do nosso livro escrito a partir do ECA e da distncia do que reza a lei e a prtica.

Em fevereiro de 2003, no nibus a caminho do desfile das Escolas de Samba Mirim, crianas e pr-adolescentes moradores do Morro do Macaco, em Vila Isabel intercalavam seu canto entre o enredo do samba e do Bonde do Crime: Morro do Macaco mostrou que t pesado,/a comunidade sobrevive no Afeganisto/No morro do Macaco eu canto: o bonde do crime/ a noite quem manda a gente / cambada de man/ qual a sua pistola?/ O barulho do fuzil perigoso se arrasar/A luz que ilumina faz a nossa proteo/ uma fora estranha que no tem explicao/Morro do Macaco abala a estrutura/Que a momento vai sair troca de tiro. o funk do Azulo. Letra na ponta da lngua, de cor e salteado por jovens que j esto acostumados a subir o morro pisando em degraus marcados com o sangue de seus coleguinhas mortos a balas, nem todas perdidas.

A situao de risco e a vulnerabilidade das crianas e adolescentes que moram em morros e subrbios da cidade do Rio de Janeiro uma constante desde o incio da histria da formao da cidade e suas divises territoriais entre a elite e o povo. No mais, mesmo com todas as polmicas e absurdos recentes como o assassinato de trs jovens negros com participao direta de policiais e militares, a negligncia reina e tudo continua como a msica Rio 40 graus, conhecida na voz de Fernanda Abreu: o Rio uma cidade de cidades misturadas, com governos misturados, camuflados, paralelos, sorrateiros, ocultando comandos.

A presena de faces interferindo de modo incisivo no dia a dia das comunidades e a possibilidade mesmo que mortfera de obteno de status e ascenso social atravs do envolvimento com o trfico de drogas so uma realidade. Nesse contexto, somando a histrica m-distribuio de renda violao de direitos bsicos que comprometem o exerccio do direito ao desenvolvimento integral de jovens, temos alguns dos mais explosivos componentes do crculo vicioso h muito institudo, cuja manuteno tambm feita via alienao e omisso da opinio pblica e da sociedade civil. Depois de uma semana do assassinato dos jovens do Morro da Providncia, O Conselho Nacional de Juventude bem como a Secretria Nacional de Juventude, se silenciam diante do fato. Poucos so os que se atrevem a denunciar aes abusivas praticadas por policiais encapuzados e sem identificao. Membros da comunidade do Morro da Providncia saem s ruas e em resposta ao grito de justia recebem bombas de gs lacrimogneo. Enquanto isso, uma pergunta continua no ar: quem policia a polcia?

O exrcito, de acordo com a Constituio de 1988 no deve ser responsvel pela segurana pblica.Quando pensamos que a situao tornou-se to grave que seremos obrigados a produzir mudanas no sentido de afirmao do direito ao respeito, a vida e a dignidade, constatamos que o quadro, apesar de crtico e insustentvel permanece e ganha contornos de perversidade. A alterao da atual configurao que nos coloca no papel de refns, nos desafia a inventar novos meios de participao na elaborao, execuo e fiscalizao do cumprimento de polticas pblicas. Para tanto necessrio rompermos com a cultura de delegar poderes e responsabilidades. At a, nenhuma novidade. Quem est disposto a fazer isso? Mais uma questo difcil que s pode ser respondida no coletivo. Resta saber qual o grau de violncia e passividade que seremos capazes de suportar. O tom no otimista. Se no est satisfeito(a) e se no quiser que uma mscara de oxignio faa parte do seu kit de cidado disposto(a) a fazer valer seus direitos, organize-se, constitua redes e rebele-se.



GUANTANAMOS FLUTUANTES
Thursday June 19th 2008, 2:03 pm
Arquivado em: Departamento do Meio Circulante escrito por Paloma Kliss

PRISES SECRETAS ESTADO-UNIDENSES: 17 GUANTANAMOS FLUTUANTES

No uma, mas sim 17 Guantanamos: com prisioneiros encerrados no em uma ilha mas sim em 17 navios de guerra. A denncia provm da ONG Reprieve, segundo a qual navios da US Navy seriam utilizados como prises para deter, interrogar com mtodos prximos da tortura e deslocar pelo mundo uma parte dos prisioneiros capturados durante a “guerra ao terror”. Washington desmentiu imediatamente o relatrio.

A utilizao de navios priso teria comeado no fim de 2001 (no princpio da campanha contra o Afeganisto dos talibans). O relatrio da Reprieve ser publicado nos prximos dias mas foi antecipado pelo jornal britnico Guardian.

Nestas ltimas semanas j fora questionada a possibilidade de os EUA utilizarem navios de guerra em deslocao para esconder detidos ilegais. Segundo os elementos recolhidos por aquela ONG, pelo menos 200 casos de rendition transferncias ilegais nas prises secretas deslocalizadas em pases onde possvel praticar a tortura ter-se-iam verificado desde 2006. Contudo, h dois anos, o presidente Georges Bush havia assegurado que tais prticas haviam acabado. Clive Stafford Smith, o responsvel jurdico da Reprieve, declarou ao Guardian que os Estados Unidos “escolheram os barcos a fim de manter as suas malfeitorias longe dos olhos dos media e dos advogados das associaes humanitrias; mas no fim conseguiremos reunir todos estes detidos fantasmas e fazer valer os seus direitos”. “Os Estados Unidos prossegue Smith detm neste momento, conforme a sua prpria confisso, 26 mil pessoas nas suas prises secretas, mas as nossas estimativas so de que pelo menos 80 mil, a partir de 2001, passaram na engrenagem do sistema. J tempo de a administrao dos EUA mostrar um empenhamento concreto pelo respeito dos direitos humanos”.

Leia ntegra em Poemas e Conflitos:

http://poemaseconflitos.blogspot.com/2008/06/guantnamos-flutuantes.html



Sunday June 08th 2008, 9:46 pm
Arquivado em: Utilidade Pública escrito por Paloma Kliss



RE$PON$ABILIDADE $OCIAL. Hipocri$ia tem preço ?
Friday May 09th 2008, 11:43 pm
Arquivado em: Utilidade Pública escrito por Paloma Kliss

Segue carta escrita pelo Jornalista Paulo Lima à Votorantim. Uma demonstração de coragem, de postura política madura, coerente com o desejo de construção de um mundo sustentável , e sobretudo, um forte precedente para que os profissionais envolvidos na produção de cultura e conhecimento do País passem a se posicionar de maneira lúcida em relação a escolha de parceiros para a viabilização de projetos.


Projeto/ Revista

Mudança, Atitude e Ousadia Jovem

CNPJ: 74121880/0003-52

Inscrição Estadual: 116.773.830.119

Inscrição Municipal: 3.308.838-1

Razão Social: ASSOCIAÇÃO DE APOIO A MENINAS E MENINOS DA REGIÃO SÉ

Rua Augusta, 1239, conj. 11 – Consolação – 01305-100 São Paulo (SP)

Tel.: (11) 3237-4091/ 9946-6073

À Tatiana Motta,

Diretora do Instituto Votorantim

São Paulo, 9 de maio de 2008

Vimos, por meio desta, antes de tudo, agradecer pela oportunidade que nos concederam para conseguir apoio financeiro do Instituto Votorantim com o objetivo de realizar o Primeiro Encontro Nacional de Jovens e Adolescentes Comunicadoras e Comunicadores e a Cobertura Jovem da 1ª Conferência Nacional de Juventude, eventos que ocorreram entre 26 e 30 de abril, em Brasília (DF). Acreditamos que apoios desta natureza representam um avanço na lógica e na prática da responsabilidade social das empresas que buscam transformar a realidade brasileira, sobretudo apostando no poder de mobilização social de jovens e adolescentes.

No entanto, acontecimentos e notícias envolvendo o Grupo Votorantim nos levaram a realizar um amplo processo de discernimento em nossa instituição e entre as 21 entidades parceiras para a realização das iniciativas citadas acima. Como havíamos comunicado anteriormente, decidimos não aceitar a oferta de apoio financeiro. Concluímos que a forte atuação no campo da responsabilidade social que o Instituto Votorantim vem desenvolvendo de forma enaltecedora não poderia estar desvinculada de um pensamento, uma lógica, uma postura e uma prática de desenvolvimento sustentável e integral do Grupo Votorantim. Neste caso, vale ressaltar o debate que a sociedade civil organizada vem promovendo em torno da construção da hidrelétrica de Tijuco Alto, no Vale do Ribeira, em São Paulo; da poluição causada por uma das empresas do Grupo no Rio São Francisco, em Três Marias, em Minas Gerais; e dos danos ambientais causados por outra empresa do Grupo em Sobral, no Ceará.

Gostaríamos de destacar nesta reflexão os benefícios que projetos apoiados pelo Instituto Votorantim estão promovendo nas juventudes e adolescências brasileiras, como a Revista Onda Jovem, que vem sendo um importante instrumento de informação e formação nas mãos de educadoras e educadores que atuam junto a jovens e adolescentes em todo o país e com a qual o Projeto/ Revista Viração, inclusive, já promoveu ações em conjunto.

Finalizamos esta carta-oportunidade com uma frase que costumamos acarinhá-la no nosso dia-a-dia entre os jovens e adolescentes que participam de nossas atividades, uma espécie de mantra deixado por Mahatma Gandhi que nos ajuda a buscar, de forma verdadeira, a responsabilidade social, como cidadãos e como organizações: “Precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo”.

Desde já agradecemos esta oportunidade para partilhar nossos pensamentos e reflexões e também queremos nos colocar à disposição para contribuir com o Instituto e o próprio Grupo Votorantim na elaboração e na realização de projetos voltados para a área de juventude e na área de responsabilidade social.

Atenciosamente,

Paulo Lima

Empreendedor Social da Ashoka, Jornalista Amigo da Criança, fundador e diretor do Projeto/ Revista Viração



Mão Dupla
Wednesday May 07th 2008, 3:41 pm
Arquivado em: sarrafo escrito por Paloma Kliss



Petição on-line! S.O.S SOBREVIVÊNCIA DO SESC
Wednesday May 07th 2008, 3:38 pm
Arquivado em: Utilidade Pública escrito por Paloma Kliss

Amigos, parceiros e freqüentadores do SESC
Gostaria de compartilhar com todos vocês o risco a que o SESC está
exposto neste momento. Talvez já tenham tomado conhecimento pela
imprensa: o governo federal lançou medidas para melhoria da formação
técnica dos jovens brasileiros que, do modo como estão sendo
propostas, por mais bem intencionadas que sejam, constituem ameaça de
uma intervenção do Estado em uma entidade privada.

O projeto, em resumo, pretende rever a distribuição dos recursos do
impropriamente chamado Sistema S. Determina que boa parte da
arrecadação dessas entidades seja remanejada para um novo Fundo
destinado à formação técnica. O fato, porém, é que as entidades do
chamado Sistema S são em si resultado de Fundos já criados, lá nos
anos 40, em parte, com a mesma finalidade.

O remanejamento dos recursos desses Fundos para outro novo Fundo, no
entanto, implicará na restrição drástica da diversidade e do alcance
da reconhecida ação do SESC, em prejuízo da educação permanente
promovida diariamente a seus milhares de freqüentadores assíduos.

Diante desse quadro, sinto que é meu dever dirigir-me uma vez mais a
vocês, sobretudo porque estou seguro do valor desta instituição.

A melhor maneira de conferir o significado de sua ação é vivenciar o
dia-a-dia nas unidades (atualmente são 31, somente no Estado de São
Paulo); ouvir o relato dos freqüentadores sobre a importância do SESC
em suas vidas e para suas famílias; estar e usar os equipamentos e
instalações de primeira qualidade, abertos a todos os estratos
sociais, e participar das inúmeras atividades que abrangem um amplo
arco de interesses e necessidades, reunindo um público extremamente
diversificado.

Acredito que todos vocês já tiveram essa oportunidade. São, portanto,
testemunhas da natureza beneficamente eficaz, engajadamente eficiente
e profundamente educativa do trabalho que o SESC desenvolve há mais
de 61 anos. Esse patrimônio não pode ser sacrificado no altar de
prioridades transitórias, em nome das quais se engendra um prejuízo
incalculável ao país.

Tornar a Educação meramente técnica, burocrática e pragmática,
dissociando-a do universo simbólico, subjetivo, crítico e criativo,
cerne da Ação Cultural, é um evidente retrocesso, fruto de visão
flagrantemente obscurantista.

Certo de que compreenderão a gravidade dessa perspectiva, escrevo a
vocês, formadores de opinião, representantes de classes, artistas,
pensadores, amigos, parceiros e freqüentadores do SESC para que se
manifestem em prol da continuidade de nosso trabalho. Um projeto que,
afinal, construímos juntos.

Danilo Santos de Miranda
Diretor Regional do SESC SP
sesc.spaulo@gmail.com

http://www.petitiononline.com/gg1jg2fh/petition.html