ORDENS DE SERVIÇO & SOCIALMENTE (IN) ÚTIL
Wednesday August 29th 2007, 10:44 pm
Arquivado em: Húmus escrito por Paloma Kliss

 

…estratégias destinadas a pessoas que não se adaptam aos protocolos clínicos tradicionais – toxicômanos, violentos, esquizofrênicos, jovens sobretudo-, quando os dispositivos psiquiátricos, pedagógicos, psicológicos ou psicanalíticos não funcionam”*1

 

ORDENS DE SERVIÇO

 

Aniquilar brutalmente populações. Eliminar lideranças locais incômodas. Falsificar provas, evidências, indícios de perigo. Justificar assassinatos seletivos. Executar líderes políticos de posições declaradamente contra imperialistas. Sabotar protocolos, acordos e negociações pró direitos humanos, pró meio ambiente, pró redução de danos. Investir na indústria de armas e na mídia. Boicotar novidades indesejáveis. Fichar rebeldes, internar sujeitos em novos campos de concentração. Privatizar serviços públicos, fortalecer esquadrões da morte. Promover ações esmagadoras calcadas na superioridade tecnológica. Financiar grupos contra revoluções nocivas ao mercado capitalista. Espalhar tropas por todo o globo, instaurar mecanismos de controle. Disseminar cursos de tortura. Controlar a energia e as matérias primas para melhor exercer o domínio. Fabricar e manipular movimentos. Militarizar as relações humanas. Genocídios “on demand”. Perseguir lucratividade, eficiência. Rastrear telefonemas e comunicações entre governos para elaborar estratégias de corrupção e instituir processos de alienação em massa. Manter a diversidade no Mercado Negro, preservar ilhas e paraísos fiscais. Enfraquecer paises subdesenvolvidos. Repetir versões oficiais. Parir e destruir inimigos e ampliar mercados.

 

 

SOCIALMENTE (IN) ÚTIL

 

Trabalhas tua riqueza, e eu trabalho o sangue.
Dirás que sangue é o não teres teu ouro
E o poeta te diz: compra o teu tempo
Contempla o teu viver que corre, escuta
O teu ouro de dentro” *2

 

Freqüentar bibliotecas. Falar por falar. Colar cartazes de protesto. Passear com cachorros. Cuidar de jardins. Fotografar porcos. Ciclos lunares. Poetar. Dedicar tempo a produzir sem almejar bens de consumo. Defender espécies em extinção. Ler material subversivo aos atuais preconceitos vigentes. Abraçar árvores. Escrever cartas de amor. Chutar lata sem direção. Ouvir música o dia inteiro. Cozinhar em fogão a lenha. Caminhar pelos litorais. Enumerar características. Praticar a hipocrisia. Fazer serenatas. Querer conhecer outras galáxias. Exigir explicações. Abortar soluções pouco criativas. Decretar novas regras. Permanecer coerente. Deflagrar delírios. Enfeitar quintais. Colher frutos transgênicos. Constatar a ineficiência dos sistemas burocráticos. Garimpar outras raridades. Atentar contra a segurança dos capitólios. Acampar. Hiper valorizar seres híbridos. Policiar desejos. Inventar feitiços. Ousar. Procurar empregos. Gostar da chuva. Reunir grupos de estudos. Colecionar figurinhas. Espantar devires. Apostar na loteria. Energizar chacras. Guardar postais. Cutucar chagas. Contar histórias. Vender mais. Pintar paredes. Resgatar cheques. Dançar em silêncio. Convencê-los a. Forjar saídas de emergência. Pensar livremente. Brincar. Perturbar vizinhanças. Atiçar manifestações não padronizadas. Quebrar os vidros e abrir as janelas. Mudar de olhos, boca e cabelos. Fazer dobraduras. Tomar ban chá. Filosofar. Procurar oásis. Gerar sóis distantes. Constituir miragens. Tapar buracos. Cartografar fluxos. Decretar comportamentos anárquicos. Idolatrar sub celebridades. Rezar novenas. Consultar oráculos. Sofismar. Domesticar pássaros. Crises econômicas. Pesquisar línguas mortas. Artesanato. Preencher formulários. Acumular milhagens. Locomotivas a vapor. Perseguir estilos literários. Roupas e varais. Sublimar culpas. Rejeitar édipos. Degolar Barbies. Denunciar obviedades. Imprimir a lazer. Caleidoscopiar recortes. Eletrochoques. Rabiscar canções. Procurar gnomos. Filmar ets. Comprar ingressos. Assistir em estado de conivência passiva filmes de guerra baseados em atrocidades reais. Mandar lembranças. Antropofagizar influências. Diferenciar qualidades. Sonhar variáveis improváveis. Capacitar corpos vazios a. Abastecer paranóias submersas entre corpos sem órgãos. Tentar fugir. Dar nomes. Fazer perguntas. Bater palmas.

 

Notas

 

*1 Antonio Lancetti – livro clínica peripatética. Coleção Políticas do Desejo. HUCITEC

*2 Hilda Hilst. Poema: Enquanto faço o verso, tu decerto vives.

 



Wednesday August 29th 2007, 10:32 pm
Arquivado em: sarrafo escrito por Paloma Kliss

banqueta-vermelha.jpg

Foto da galera do Rolê - o link para o sítio dos caras está ao lado esquerdo da tela



A PEQUENA JAPONESA - LITLE JAPANESE GIRL
Wednesday August 29th 2007, 10:25 pm
Arquivado em: sarrafo escrito por Paloma Kliss

galeria1172328523.jpg

http://fiztv.abril.com.br/tv/?areaAtualId=2&videoId=1225
Pessoal é isso aí, a gloriosa, a poderosa, a estonteante, a musa da música autista, 
nossa super star PEQUENA JAPONESA está estrelando na programação da Fiztv se 
não me engano o canal é depois da mtv , mas é só pra quem tem tva ou uhf 
se não me engano!!!

 



Wednesday August 29th 2007, 8:51 pm
Arquivado em: NO Letargia ! escrito por Paloma Kliss

e-convite-copia.jpg



Wednesday August 29th 2007, 7:59 pm
Arquivado em: Teatro escrito por Paloma Kliss

image001.jpg



Saturday August 11th 2007, 4:38 pm
Arquivado em: sarrafo escrito por Paloma Kliss

 

multipliquei-me para me sentir,

para me sentir, precisei sentir tudo,

transbordei, não fiz senão extravasar-me.

Despi-me, entreguei-me.

E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente”.

 

Álvaro de Campos



ENCANTADEIRAS !
Saturday August 11th 2007, 2:10 pm
Arquivado em: sarrafo escrito por Paloma Kliss

atgaaadr7psbpfs8ityyuohkfegxwzakyxlcsdlwsxx_rox_zti7lxkxhsziaclod4lohvotedejnb49sesiyrrabs4rajtu9vc9d6ckcobrpjvmptotih3soktchq.jpg

Dia 11/08 – ENCANTADEIRAS no Centro Cultural Popular Consolação

Abertura da Festa de Inauguração - às 22h
Rua da Consolação, 1901

(ao lado do Cursinho Popular dos Estudantes da USP)
Saiba mais no site:
http://ccpc.org.br/portal/

 



CIDADÃO INSTIGADO - “TODAS AS VACAS ESTÃO VELHAS E ABATIDAS NO SEU LEITO DE MORTE”
Thursday August 09th 2007, 2:06 pm
Arquivado em: sarrafo escrito por Paloma Kliss

Cidadão Instigado



Thursday August 09th 2007, 11:25 am
Arquivado em: O Autor na Praça escrito por Paloma Kliss

com

 Veronica Tamaoki

em tarde de autógrafos

Verônica Tamaoki é a próxima convidada do projeto O Autor na Praça, autografando os livros O Fantasma do Circo e Circo Nerino, este último em co-autoria com Roger Avanzi. Haverá algumas leituras de textos sobre o palhaço e o circo, entre eles “A Vocação” de Plínio Marcos, além de  intervenções e performances com a participação do ator e mágico cômico Pariat Frota Yepez, interpretando o Prof. Tan-Tan e outros convidados e o  cartunista Júnior Lopes. Saiba mais sobre os autores e os livros: www.pindoramacircus.com.br ou www.tvtupinikim.com.br (veja na agenda).

O Autor na Praça com Verônica Tamaoki e convidados.

Espaço Plínio Marcos - Tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto - Pinheiros

Dia 11 de agosto de 2007, sábado, a partir das 14h

Entrada Franca - Informações: Edson Lima - Tel. 3746 6938 / 9586 5577

Realização: Edson Lima & Associação dos Amigos da Praça Benedito Calixto

Apoio: Restaurante Consulado Mineiro, Max Design, Cantinho Português, Jornal da Praça, TV Tupinikim (www.tvtupinikim.com.br) e Mariana Matos.

 

Sobre o livro Circo Nerino - Sabe aquele tipo de obra difícil de encaixar em uma só categoria ou gênero literário? Pois o livro Circo Nerino é uma dessas. Mesmo não sendo um “ensaio crítico” ou “estudo histórico”, com pretensões teóricas de analisar a “arte popular”, o entretenimento e o lazer no séc. XX, com certeza servirá de fonte para pesquisa e teses acadêmicas sobre esses e outros temas. Exatamente uma “biografia romanceada” ele também não é, embora seja bem provável que o leitor se apaixone por seus personagens e não consiga abandona-los antes da última página. Talvez fosse melhor denomina-lo “crônica de um circo chamado Brasil” ou “a fabulosa história de um grupo de artistas aventureiros viajando por um país que ainda não perdeu a inocência”. Mas desconfio que aí ficaria pouco claro. Na verdade, Circo Nerino é tudo isso e um pouco mais: centrada no olhar de Roger Avanzi (filho dos fundadores do Circo Nerino), a narração vai aos poucos cativando para sempre o leitor. Sobre o pano de fundo da “vida besta” (no sentido drummondiano) dos moradores da província, os autores colocam-nos em contato com a comédia, o drama, a tragédia, as aventuras, as peripécias sobre cavalos, as evoluções em trapézios, enfim, com a realidade dos que moram embaixo da lona. Penetrando não só na história do circo brasileiro, mas construindo uma versão surpreendente do país. Como enquadrar um livro como esse num único gênero? Melhor é deixá-lo cumprir livre, leve e solto sua missão de fertilizar a mente e o coração de jovens artistas e apresentar às novas gerações mais um orgulho brasileiro. (Texto de Eduardo Rascov na orelha do livro).



Monday August 06th 2007, 4:16 pm
Arquivado em: sarrafo escrito por Paloma Kliss

unknowndiplo.gif