Tuesday October 30th 2007, 5:59 pm
Arquivado em: Balangandãns no pensamento escrito por Paloma Kliss

o mundo

tem lá sua graça

mesmo com os cacos

de vidro nos olhos e

a sarna na pele

 

+ 1 dia

para pôr

rugas na cara



Saturday October 27th 2007, 1:15 pm
Arquivado em: NO Letargia ! escrito por Paloma Kliss

Logo de l'Alliance

    Aliança Internacional de Jornalistas e a Associação dos Correspondentes Estrangeiros (ACE) convidam a participar do debate:

A Questão Ética no Fotojornalismo”

   
O que é ético e o que não é?
 
Até que ponto o fotojornalista tem direito ….
…de intervir na estética de sua foto sem modificar o conteúdo?
…de reconstruir uma cena para mostrá-la ao público?
…de intervir num evento para melhor reproduzi-lo? 
 

Estas e outras questões polêmicas da mídia na atualidade serão levantadas num importante debate entre fotógrafos, editores de fotografia, profissionais da imagem e operadores da mídia impressa, internet e tv.

 

Roberto Cattani , jornalista correspondente da agência ANSA italiana, membro da Aliança Internacional de Jornalistas-Brasil e da Associação dos Correspondentes Estrangeiros vai mediar o debate junto com o jornalista alemão Tom Milz, correspondente da revista online Caiman.de

Além do publico presente, vão participar do debate e da exposição de fotos:

Vinicius Souza e Maria Eugenia Sá , fotógrafos, jornalistas e documentaristas. Buscam com seu trabalho retratar histórias e vidas por ângulos diferentes do lugar comum. O resultado são projetos como Angola A Esperança De Um Povo; Caxemira: Ocupada, Dividida e Disputada; Colômbia: Que Guerra Civil?; e o novo América Minada

Michael Ende, fotógrafo, jornalista e documentarista alemão radicado há 22 anos no Brasil. Trabalhou para as revistas alemãs Stern e Spiegel e colaborou com textos e fotos para publicações européias como Focus, Geo, Facts, GQ, Zeit, Süddeutsche e Vogue. É membro da Bilderberg-Agency, de Hamburgo. Prepara o livro Rio By Night, baseado em uma pesquisa de cinco anos na noite do Rio de Janeiro.

Douglas Mansur , repórter fotográfico e Mestre pelo PROLAM/USP, Professor Universitário de Fotojornalismo, e fotografia do Curso de Especialização do Núcleo José Reis - ECA/USP e da PUC/SP - curso de multimeios. Realizou várias exposições e palestras no Brasil e no exterior. Integra o grupo de pesquisa sobre a reforma agrária, (NERA–UNESP/Presidente Pudente). É diretor da ARFOC-SP e do Centro de Documentação In-Camera.

Carlos Carvalho, trabalhou como freelancer para as principais revistas e jornais brasileiros entre eles: O Globo, Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, revistas IstoÉ, Veja, Senhor e Marie Claire, e publicações estrangeiras como Time e Newsweek (USA), jornais The Baltimore Sun (USA), The Christian Science Monitor (USA), Washington Post (USA), Volkswagen Environmental Report 2001/2002 (Alemanha), NACLA/Report on the Americas (USA) e Onze Wereld / Forum Social Mundial/Porto Alegre/Jan 2003. Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos para o Jornal do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra/MST, coletivo dos jornalistas que colaboraram durante mais 10 anos com o jornal/1989.

 

Toni Pires, editor de fotografia da Folha de S. Paulo

Prof. Dr. Rubens Fernandes, (FAAP- Fundação Armando Alvares Penteado) É professor da Faculdade de Comunicação desde 1978, atuando nas disciplinas de Teoria da Comunicação e Estética. Profissional de jornalismo cultural escreveu centenas de artigos e ensaios sobre fotógrafos e fotografia, para jornais, revistas e livros. Foi crítico do jornal Folha de São Paulo (1986-1990) e das revistas IRIS (1987-1993), Guia das Artes (1988-1993), e publicou críticas, entrevistas, resenhas de livros, sempre tentando mapear e valorizar o movimento da fotografia brasileira contemporânea.

Mauricio Lima , fotógrafo da Agência France Presse (AFP) em São Paulo . Começou na atividade em 1999 no jornal esportivo Lance e é desde 2000, fotógrafo da Agência France Presse, onde realizou as coberturas do Foro Social Mundial, em Porto Alegre (2001-2002-2003); a Copa América de Futebol (2001); a Cúpula de Desenvolvimento da ONU, em Monterrey (2002); as campanhas presidenciais do Brasil (2002-2006) e da Argentina (2003); e a pós-guerra no Oriente Médio (2003-2004).


Juvenal Pereira , fotojornalista mineiro, atua profissionalmente desde 1970 e já percorreu os mais importantes veículos de comunicação do país: revistas O Cruzeiro, Veja, IstoÉ e jornais Folha de São Paulo, Estadão, Zero Hora e Correio Brasiliense.


Robson Oliveira, Cientista Social, Presidente do Conselho Euro Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável. É Fotografo pioneiro da Fotografia digital no Brasil –  Há 12 anos registra, documenta e pesquisa os efeitos da globalização sobre aqueles que representam quase 4/5 da população da terra que foram excluídos da sociedade de consumo pela revolução tecnológica.

Eduardo Knapp e Antonio Gaudeiro, fotógrafos da Folha de S. Paulo .

 

Data: 29 de outubro 2007

Horário: 19:00 – 22:00

Local: Livraria Fnac -   Pinheiros.

Av. Pedroso de Morais, 858, 4º andar



PELEJA LITERÁRIA - periferia da literatura ou literatura da periferia?
Thursday October 25th 2007, 6:54 pm
Arquivado em: NO Letargia ! escrito por Paloma Kliss

Literatura no Paço Cultural Júlio Guerra

A Casa Amarela promove eventos literários a fim de reunir e investigar a literatura existente em Santo Amaro. Confira as datas e participe dos eventos e oficinas programadas para a última semana de outubro, trata-se de uma homenagem ao horário de verão e a primavera, tudo grátis:

PELEJA LITERÁRIA

Dia 26 de Outubro, sexta-feira
19.30h às 22h -  Periferia da Literatura ou Literatura da Periferia?
Mediação: Paloma Kliss, escritora

Ad Rocha, poeta e músico
Antonio Vicente Pietroforte, professor de semiótica – USP
Elizandra Batista de Souza, poetisa e editora
Renato Palmares, poeta e ator
Renato Seixas, poeta

OFICINAS

Dia 22 de Outubro, segunda-feira
Das 15h às 17h, Grátis
OFICINA LITERÁRIA: DIÁLOGOS
OFICINEIRO: Renan Nuernberger, poeta e membro do coletivo Vacamarela

A oficina visa oferecer um panorama dos principais símbolos e temas da poesia lírica,  assim como sua influência na poesia que se produz hoje. A pauta principal será o símbolo FLOR e sua mudança de significado ao longo dos séculos e escolas literárias. Serão usados exemplos de poemas renascentistas, românticos, modernistas e contemporâneos, assim como letras de música de conhecida repercussão. O exercício prático será a construção de um poema que dialogue, através de seus símbolos e temas, com algum poema de nosso cânone modernista, devido a familiaridade dos alunos de ensino médio com este tipo de poesia.

Dia 24 de Outubro, quarta-feira
Das 15h às 17h, Grátis
OFICINA LITERÁRIA: CORDEL
OFICINEIRO: Carlos Galdino da Silva, cordelista do coletivo Candieiro Incendiário

A oficina visa desenvolver a linguagem do Cordel,
por criação declamação, jogral, dramatização, etc.
Pretende também apresentar aos alunos a possibilidade
de se integrarem com outras linguagens na fusão do cordel
com a música e poesia.

Confira as fotos da Récita Maloqueirista ocorrida no último dia 4/10 em frente ao Paço Cultural Júlio Guerra na Praça Floriano Peixoto em Santo Amaro.

www.picasaweb.google.com/casamarela13

Paço Cultural Júlio Guerra
Casa Amarela
Praça Floriano Peixoto, 131 – Santo Amaro
Fone: 5548. 1115
(Próx. Ao Largo Treze de Maio)
Estacionamento no Local



Tuesday October 23rd 2007, 6:11 pm
Arquivado em: Húmus escrito por Paloma Kliss

desodorante_tn1.gif

axilas

a primeira impressão é a que fica! determina a propaganda de desodorante mas (!) im-previsões do vento não sopram os rastros sutis do teu cheiro em brisas suaves pelos ares sem ais. por tamanha sensibilidade olfativa, desatina a ameaça de disparates entre charadas do desejo movediço

 



I Encontro Paulista pela democratização da comunicação e da cultura
Friday October 19th 2007, 11:02 am
Arquivado em: NO Letargia ! escrito por Paloma Kliss

CONVOCATÓRIA

Comunicadores(as) populares, jornalistas profissionais, sindicalistas, assessores(as) de organizações sociais, produtores culturais, artistas, estudantes, militantes dos movimentos sociais, do movimento hip hop, da mídia alternativa, dos movimentos pelo software livre, todos(as) os(as) que se preocupam com os rumos da democracia em São Paulo e no país.

Este é um convite. Um chamado. Uma convocatória que anuncia a realização do I Encontro Paulista pela Democratização da Comunicação e da Cultura, nos dias 19, 20 e 21 de outubro de 2007, na Fapcom - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação.

Data da tradicional Semana Nacional pela Democratização da Comunicação. Oportunidade de debater ações que visem à ampliação radical do acesso à cultura, às tecnologias de informação, aos meios de produção. Tempo de pensar na educação para a comunicação, na comunicação para a educação. Momento de levantar a voz e reivindicar políticas públicas democráticas, que valorizem a comunicação comunitária, livre e popular. Leis que garantam a pluralidade e a diversidade nos grandes veículos de informação. Hora de fazer o coro por transparência, critérios e regulamentação para as outorgas de rádio e TV. De entender o futuro próximo da convergência, da digitalização. De lutar pela inclusão.

I Encontro Paulista pela Democratização da Comunicação e da Cultura. Para partilhar, para agir, para reivindicar. Participe.

Programação

Sexta-feira (dia 19)

19h30 - Mesa de abertura: Pluralidade e diversidade de meios de comunicação

Sábado (dia 20)

9h00

Painel 1 - Mídias Livres, Populares e Comunitárias

Painel 2 - Comunicação e Educação

11h15

-  GDs temáticos

-  Pluralidade e diversidade de meios de comunicação

-  Mídias livres, populares e comunitárias

-  Comunicação e educação

14h30

Painel 3 - Mídia, ética e violação de direitos humanos

Painel 4 - Convergência, Internet e Inclusão Digital

16h45 - GDs temáticos

-  Mídia, ética e violação de direitos humanos

-  Convergência, Internet e Inclusão Digital
-    Políticas Culturais

Domingo (dia 21)

9h30 - Café da manhã coletivo

11h

- Plenária - organização da rede e definição de prioridades políticas

17h - encerramento

Inscrições e mais informações: pelo site: http://sp.comunicacaoecultura.org.br   pelo e-mail: secretaria@sp.comunicacaoecultura.org.br  pelo telefone:

(11) 3877-0824, falar com Mariana

Assinam essa convocatória: 100canais - Rede de Jornalismo Cultural Independente • Agência Sindical • Assembléia Popular SP Mutirão por um Novo Brasil • Associação Cantareira • Ativismo Midiático • Camará Comunicação e Educação Popular • CAMP SBC - Centro de Formação e Integração Social de São Bernardo do Campo • Campanha pela Ética na TV • Centro Acadêmico Benevides Paixão (PUC-SP) • Centro Acadêmico Florestan Fernandes da Escola de Sociologia e Política de São Paulo • Centro Acadêmico Vladimir Herzog (Cásper Líbero) • Centro Acadêmico XI de Agosto (São Francisco/USP) • Ciranda Internacional de Informação Independente • Cives - Associação Brasileira de Empresários pela Cidadania • Centro de Mídia Independente (CMI) •Aliança Internacional de Jornalistas- Brasil Comissão de Direitos Humanos do Sindicato dos Advogados de São Paulo • Conselho Regional de Psicologia de S.Paulo (CRP-SP) • Cultura e Mercado • Departamento de Jornalismo da PUC-SP • Enecos - Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social • Escritório Paulista da AMARC - Associação Mundial de Rádios Comunitárias • Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) SP • Fórum Paulista de Gays, Lésbicas, Travestis, Transexuais e Bissexuais • Identidade - Grupo de Ação Pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Bissexuais • Instituto Paulo Freire • Instituto Pensarte • Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social • ISCAP - Instituto Sócio-Cultural e Ambiental do Pontal do Paranapanema • Jornal Brasil de Fato • Jornal dos Trabalhadores • Marcha Mundial das Mulheres • Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (NCE-ECA/USP) • Oboré Projetos Especiais em Comunicações e Artes • Projeto Cala-boca já morreu • Projeto/Revista Viração • Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo • Vespa Brasil Comunicação.

Local: Fapcom - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação. Rua Major Maragliano, 191 - Cep. 04017-030 (próxima à Rua Domingos de Morais) - Vila Mariana, entre as Estações do Metro Vila Mariana e Ana Rosa


Ciranga logo

http://www.ciranda.net/

Ciranda Internacional de Informação Independente
Para que outro mundo seja possível, é preciso reinventar a comunicação

Marta Molina
Aliança Internacional de Jornalistas
Núcleo Brasil-Santos
55 (13) 3321-3258
www.alianca-jornalistas.net
http://alianca-jornalistas.blogspot.com



Thursday October 18th 2007, 5:42 pm
Arquivado em: O Autor na Praça escrito por Paloma Kliss

O AUTOR NA PRAÇA em parceria com a SOSACI comemora o dia do Saci e seus Amigos com tarde de autógrafos dos livros Saci, O guardião da floresta e O Anuário do Saci, com a presença do jornalista Mouzar Benedito e do cartunista José Luiz Ohi e exposição sobre o tema

 

Antecipando as comemorações do Dia do Saci e seus Amigos (31 de outubro), o projeto O Autor na Praça em parceria com a SOSACI – Sociedade dos Observadores de Saci organizam evento com tarde de autógrafos, leituras e exposição sobre o tema. O jornalista e escritor Mouzar Benedito e o Cartunista José Luiz OHI autografam os livros Saci, O Guardião da Floresta e Anuário do Saci. Haverá algumas intervenções e performances com a participação do ator e mágico cômico Pariat Frota Yepez, interpretando o Prof. Tan-Tan, além do cartunista Júnior Lopes. A data – 31 de outubro - foi estabelecida como dia Municipal pela primeira vez na cidade de São Luiz de Paraitinga-SP, em 2003 através da criação da SOSACI, também já foi definida como dia Municipal na cidade de São Paulo, em 2004, através de projeto da ex-vereadora Tita Dias. Se tornou o dia Estadual em São Paulo em 2004, através de projeto do Deputado Estadual Afonso Lobato, também nas cidades de Vitória-ES e São José do Rio Preto-SP. Saiba mais sobre a SOSACI: www.sosaci.org e sobre os autores, os livros, a exposição, imagem da capa do livro e o Manifesto do Saci abaixo.

 

Serviço:

O Autor na Praça comemora o Dia do Saci e seus amigos.

Espaço Plínio Marcos – Tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto – Pinheiros

Dia 20 de outubro de 2007, sábado, a partir das 10h

Entrada Franca - Informações: Edson Lima - Tel. 3746 6938 / 9586 5577

A Exposição estará instalada na sede da Associação dos Amigos da Praça

Realização: Edson Lima, Associação dos Amigos da Praça Benedito Calixto e SOSACI

Apoio: Restaurante Consulado Mineiro, Max Design, Cantinho Português & Jornal da Praça.

 

Sobre os livros:

Saci – o guardião da floresta é um livro para didático, mas com informações que interessam também a adultos, especialmente os que querem transmitir a crianças e adolescentes um pouco da mitologia brasileira, de história do Brasil e de noções de meio ambiente. Centrado no Saci, nosso mito mais conhecido no Brasil, o livro é viagem pela mitologia, mas tratando ao mesmo tempo de questões ambientais (especialmente a Mata Atlântica), de história e geografia do Brasil e da língua portuguesa falada no Brasil, com destaque para o dialeto caipira. Editora Salesiana – 72 págs. - R$ 18,00.

http://www.editorasalesiana.com.br/cfdocs/catalogo_interna2.cfm?idlivro=542

 

O Anuário do Saci é uma agenda que vale até o ano de 2009, mas muito mais que isso: contém também um pouco do “lado B” da história do Brasil, além de mitologia brasileira , tudo com muito humor e muitas ilustrações. Há informações sobre fatos da nossa história nos 366 dias (inclui 29 de fevereiro) e também datas comemorativas. É um livro para ser usado como agenda e manuseado e lido diariamente. Publisher Brasil Editora - R$ 26,00.

 

Os autores: Ohi, José Luiz Ohi, é jornalista e ilustrador. Tem trabalhos publicados em dezenas de jornais e revistas, além de ilustrações em diversos livros. Mouzar Benedito é jornalista e geógrafo. Trabalhou em vários jornais alternativos (Versus, Pasquim, Em Tempo, Mulherio etc.) e em várias revistas. Tem 15 livros publicados.

 

A exposição “O Saci e seus amigos” - Organizado pela SOSACI – Sociedade dos Observadores de Saci, tendo como personagem principal o moleque perneta de gorro vermelho, a mostra conta com trabalhos de diversos artistas, entre eles Ziraldo, Paulo Caruso, Marcos Cartum, Davi Calil, Arnaldo Angeli Filho e outros. Com técnicas em nanquim, guache, óleo, grafite, lápis de cor e até arte digital, os desenhos mostram o Saci em várias situações, passando do tradicional ao cômico.

 

Breve história do Saci Pererê - O mais conhecido dos nossos mitos surgiu há dois séculos entre os índios tupi-guarani, na zona fronteiriça com o Paraguai. Dos indígenas ganhou o nome, derivado de çaa cy perereg, e o papel de guardião das matas. Já nasceu, portanto, engajado na luta pela defesa da natureza, pelo equilíbrio ambiental e preservação dos ecossistemas. Articulando-se permanentemente com a gente e o meio que “habita”, o Saci Pererê passou por transformações ao longo de sua trajetória. Apropriado pelos escravos, assumiu a cor negra, feições africanas e um pito de preto velho. Perdeu uma perna, para representar o ser humano mutilado pela violência do cativeiro, mas continuou ágil e veloz. Movendo-se aos pulos, seu modo de locomoção está relacionado aos golpes de capoeira com que os negros enfrentavam os capitães do mato. Essencialmente libertário, o Saci caracteriza a resistência contra a escravidão. Com o passar do tempo, incorporou o capuz vermelho, item trazido na bagagem dos imigrantes europeus e emblema da liberdade na Roma antiga, que se converteria no barrete frígio adotado pelos republicanos após a Revolução Francesa. O Saci Pererê plasma, por tudo isso, as diferentes etnias e culturas que configuram o povo brasileiro, congregando os elementos multirraciais que forjam a identidade nacional.

Apoios - a exposição tem o apoio da Associação dos Cartunistas do Brasil, projeto O Autor na Praça, da Quanta Academia de Artes, da Companhia da Memória.

 

Sobre o cartunista Júnior Lopes: www.juniorlopesillustrator.blogspot.com

 

Manifesto do Saci - Um espectro ronda a indústria da cultura. Como já ocorrera durante a I Guerra Mundial – quando os chamados “povos civilizados” se matavam entre si nos campos da Europa, como lembra Monteiro Lobato em seu Inquérito, escrito em 1917 –, o espectro do Saci voltou para dar nó na crina das potências que invadem os outros países com uma “indústria cultural” predadora e orquestrada. O Saci é reconhecido como uma força da resistência cultural a essa invasão. Na figura simpática e travessa do insigne perneta, esbarram hoje, impotentes, os x-men, os pokemon, os raloins e os jogos de guerra, como esbarravam ontem patos assexuados e ratos com orelhas de canguru. É tempo, pois, do Saci expor abertamente seus objetivos, lançando um manifesto e denunciando o verdadeiro espectro: o espectro do imperialismo cultural. Para tanto, outros expoentes do imaginário cultural brasileiro – como o Boitatá, a Iara, o Curupira e o Mapinguari – reuniram-se e redigiram o presente manifesto. A cultura popular é um elemento essencial à identidade de um povo. As tentativas insidiosas de apagar do imaginário do povo brasileiro sua cultura, seus mitos, suas lendas, representam a tentativa de destruir a identidade do nosso país. A história de todas as culturas até hoje existentes é a história de opressores e oprimidos. Hoje, como ontem, o Saci apóia, em qualquer lugar e em qualquer tempo, qualquer iniciativa no sentido de contestar a arrogância, a prepotência e a destruição de que é portadora a indústria cultural do império. O Saci não se reivindica como símbolo único e incontestável da cultura popular brasileira. O Saci trabalha pela união e pelo entendimento das várias iniciativas culturais que devolvam ao nosso povo a valorização de sua identidade cultural. O Saci não dissimula suas opiniões e seus objetivos e proclama, abertamente, que estes só podem ser alcançados por um amplo movimento de resistência cultural, denunciando os malefícios da indústria cultural imperialista. Que ela trema à idéia de uma resistência cultural popular. Nesta, o Saci nada tem a perder a não ser seus grilhões. E tem um mundo a ganhar.

 

Sacis de todo o Brasil, unamo-nos!

 

Vejam o Manifesto Antropófago Revisitado: http://www.sosaci.org/oi-nois-aqui.htm

 



Monday October 15th 2007, 6:45 pm
Arquivado em: Departamento do Meio Circulante escrito por Paloma Kliss

fotocaminhao028.jpg



Wednesday October 10th 2007, 11:30 pm
Arquivado em: Departamento do Meio Circulante escrito por Paloma Kliss

foto088.jpg



José Arrabal no Instituto Cervantes
Wednesday October 10th 2007, 11:28 am
Arquivado em: NO Letargia ! escrito por Paloma Kliss

Nesta quarta-feira, dia dez de outubro, às 19:30 horas

ZÉ ARRABAL em palestra no INSTITUTO  CERVANTES

Av. Paulista, 2439, defronte ao Colégio São Luiz ],

a convite da VIRADA CULTURAL

da PREFEITURA DE  SÃO PAULO.

 

José Arrabal é professor universitário, jornalista e escritor, autor de contos, novelas e romances. Entre suas obras, sobressaem “O Nacional e o Popular na Cultura Brasileira: Teatro” (Editora Brasiliense), “A Princesa Raga-Si”, “O Livro das Origens”, “Lendas Brasileiras, Vol 1/Vol. 2” e “Cacuí O Curumim Encantado” (Editora Paulinas), “A Ira do Curupira” (Editora Mercuryo Jovem), “O Noviço”, “Demeter, A Senhora dos Trigais”, “O Monstro e a Mata” e “O Nariz do Vladimir” (Editora FTD), “Histórias do Japão” (Editora Peirópolis) e “Anos 70 – Ainda Sob a Tempestade” (Aeroplano Editora).



SUTIL VIOLENTO
Tuesday October 02nd 2007, 12:00 am
Arquivado em: sarrafo escrito por Paloma Kliss

sutil-frente.jpg

sutil-verso.jpg

http://www.itaucultural.org.br/forumfotografia/index.html